quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A NOSSA ULTIMA POESIA.

Já não sei, meu bem
Se o céu é azul
ou anil
se você me ama
ou se é ilusão.

Nossas canções dizem
NÃO
Mas o espectro do dia-a-dia
Nos assombra com sua verdades.

Porque a nostalgia é platônica
E todo nosso amor
aqui e agora
se esvaiu.

Como o orvalho da noite seca pela manhã,
Nossos corações (murchos)
despedem-se,
já fartos da intensa
solidão...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

SINTESE ANTITETICA

A beleza da vida são as antíteses!
Não, não, são os paradoxos...
Ah, há algo mais paradoxal do que a própria vida?!
A morte, algo tão relativo
-com tanto e tão pouco valor.

As vendas que nos cegam,
A escuridão que nos emudece
Seria tal tão necessário?
Ou seria necessário por que os fazemos tal?

Marx já diria que acendêssemos a luz...
Mas, quem irá acendê-la?
Somos tanto somados
Mas tão poucos sabem onde está o interruptor

E alguém já sabe o que é o interruptor dessa vida?

suspiro

Sem duvidas,
Palavras são belas.
Mundos arquitetados, cabeças manipuladas, amores feitos
e
desfeitos.
os tijolos da vida são o alfabeto.

Mas as letras nem sempre são...
Suficientes.
Como olhar?
Falar?
Beijar?
Amar?
Explicar?
Suplicar?
Esquecer?
Serenizar?

O nada ainda é o único
Que contem
nosso
próprio
v
a
z
i
o
.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sobre nosso querido Brasil



O Brasil foi construído. Não a terra em si, mas a idéia do que é Brasil, e o que é ser brasileiro. Temos nossa historia nascida em um berço podre, estruturado na exploração; e o amor à pátria ainda é singelo, pois só os letrados é que podiam lê-lo. Assim, a literatura foi uma das grandes responsáveis por delimitar o nosso país como nosso.

Por muitos séculos, o governo português explorou o povo e a terra tupiniquim sem perceber que éramos como eles, uma terra e um povo. A subjugação marca nosso país até hoje, em que super valoriza os produtos importados, a cultura européia e se faz eficiente em imitar tudo, inclusive trocar nossa língua, em discursos do dia-a-dia, pelo inglês. As cidades grandes tem por todos os lados palavras em inglês, os restaurantes mais finos tem seu “menu” em francês.

O mais triste dessas notações é como o Brasil, um país esplêndido, com toda a beleza natural inigualável, admira-se e prostra-se com coisas tão humanas como a tecnologia. E esta não-adoração reflete-se no nosso governo, sem orgulho, nos nossos filmes, desvalorizados, nos nossos atletas, sem financiamento publico.

Há alguns séculos, nossos artistas já percebendo que o Brasil não tinha sua silhueta metafísica formada, construíram a idéia da raça que somos, deram uma face para tanta miscigenação. Nasce com a obra Memórias de um Sargento de Milícias, a noção do “brasileiro malandro”, sempre preferindo os jogos de cintura ao esforço; imagem que ainda é forte e visível em nós. José de Alencar também criou um brasileiro, com outros tons, bem mais platônicos, idealizando um índio bom e puro.

Estes escritores, e depois os modernistas, foram montando nossa estrutura psicológica, impondo heróis fictícios, já que os verdadeiros formam destruídos junto com a cultura indígena. Talvez, por isso, até hoje, essa idéia de ser brasileiro e amor ao país só está presente, em todos, quando há futebol, pois é onde nos orgulhamos; fora isto, apenas alguns sentem honra de nossa pátria.

terça-feira, 3 de maio de 2011

você são as coisas mais lindas

o nosso abraço eterno, tão longo,
alcança grandes distâncias
tal amor, puro, tem até rosto
que se diz inocente(mas é gostoso)

a maravilha de nos ter juntos
almas coladas, mais fortes
voando mais e pisando mais firme

só de pensar- este amor não se descreve- é como...
como a falta de ar
chorar sem motivo
sentir o gosto mais doce

você são as coisas mais lindas
dentro de um sorriso...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Confissões de um devaneio

Tem coisas que tem que ser feitas na vida e essa é uma delas.
Parece simples mas a juventude não está pronta pra isso. Fomos mimados até os 17 anos e quando acabou a escola nos jogaram a obrigação - Decide aí uma faculdade, filha.
E ai surge uma erupção de colapsos, viagens(mentais) e indecisão. Não sei por que testes vocacionais não funcionam... No meu deu que eu tinha que ser curadora de museu, pode?
O caos.
Mas é do caos que surgem as flores mais belas. O mundo é movido pelo caos.
No meu caos, eu me tranformo: sou mais mulher, mais forte, mais decidida. Aprendi que as coisas precisam de dedicação e dedicação é algo que todos podem fazer, menos os aflitos -tal como eu.
Então do caos me surge a noção de ansiedade e é ele que me traz equilíbrio.

Balançar o cérebro bagunça mesmo as idéias.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

confuso

Eu agora dobro duas vezes, não apenas uma como antes.
É, eu gosto mais da bermuda assim... Ver esta mudança na foto me lembra que agora o tempo e principalmente a ocasião já me mudou por mim.
E porque? Porque nao posso só esquecer? E esquecer..
Mas esquecer lembra que algo é pra ser esquecido e já é ambiguo.
Meu simples mundo, abstrato e novamente simples, e portanto tao complexo, me puxa e repuxa mas não vou deixar.
Está muito cedo e ele precisa descansar. Sua hora vai chegar.
Mas eu não esqueço
De vez em quando está lá pra me lembrar que insanidade é normalidade e loucura é o que somos.
Não porque somos loucos mas nossa estrutura. Nossa consiencia. Ou será que isso é nos?
Enfim, está sempre lá
Não importa o quanto eu limpe, o mundo real sempre o suja mais rapido do que minha propria vontade de limpa-lo
Ai eu me canso
E certo e errado já não faz sentido