quarta-feira, 19 de maio de 2010

Meu grande amor,

Não há uma maneira fácil de dizer algo assim, mas preciso fazê-lo...
Deixo-te.







Foram muitos anos de amor, respeito e abismos. Sim Zé... Abismos!
Apesar de tudo o que sinto por ti, nossas vidas seguem, e sempre seguiram caminhos diferentes. Você lá e eu cá, cada qual com as suas mentiras. Não deixo de amar-te: pelo contrario, o amo cada vez mais, por que amor não é só gostar, é confiar, admirar...
O problema não é o amor, o problema é que nós não nos doamos por completo, ficamos cada um em um canto, esperando quem cedia primeiro.
Nenhum de nós cedeu.
E aqui estamos.
Acho q ue a vida para nós se tornou passiva, nula.
Não queria mesmo deixar-te, você é o meu amor, mas quero encontrar o que ficou pra trás, as marcas minhas que não foram registradas, que eu mesma esqueci de fazê-las.
Pra que esta capa que reveste – nos de mentiras? Sejamos francos, por que as mentiras que guardamos no peito, ao invés de almofadá-lo, corroem-no.
Quero descobrir os vazios entre a minha alma, que já agora, são tão vastos.
Entenda-me. Digo isso e o deixo para nosso próprio bem.
E então, quando descobrir o José Paulo que ficou pra trás, procure-me, por favor, estarei sentindo muito tua ausência, por que nunca deixei e nunca deixarei de te amar.

Com toda sinceridade e amor que vos tenho,
Margarida

Nenhum comentário:

Postar um comentário