quinta-feira, 15 de julho de 2010

mu-dança

Olho para o antigo e vejo que nada será mais como está agora.
As paredes meio sujas e rabiscadas, os móveis que não combinam, aquela tv imensa não-tecnologicamente-avançada, a cama que arranha bruscamente o chão.
Isso tudo sumirá ainda hoje. Será que eu quero o amanhã? Tão novo e intocável? Tão bem decorado e de revista, tão sem alma?
Será que é impossível deixar o belo com alma? Ou será que todas as vezes que reformaremos nosso pedaço de lar ele parecerá impessoal e não-meu?
Espero que isto seja mentira, por que senão não quero mais reformar. Mas aí penso que, se formos assim, nostálgicos, pela vida toda, de que servirá viver se todos os dias serão iguais e todas as manhãs terão o mesmo cheiro? Tudo no singular.. sem diferenças...
Sem respostas para os acomodados.
Por isso que mudança têm um dança ai no meio, que não deve ser etimologicamente correta esta minha analise, porém pode até ser convincente.

2 comentários:

  1. mari, adorei este seu texto.. achei que ficou bem legal! você escreve mt bem.. e é com a pratica que a gente escreve melhor ainda. Cintinue escrevendo.. você tem uma seguidora agora hushusahhasuashaus um beijo enorme!

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